óleo sobre tela. Assinado e datado no verso 1988-2006. Pequeno rasgão na tela. Dim.: 95x150 cm. #Ana Jotta nasceu em 1946 em Lisboa, cidade onde vive e trabalha. Frequentou a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e, depois, a Ecole Nationale Supérieure des Arts Visuels de la Cambre, Bruxelas (1965-68). A sua obra, extremamente singular, pode associar-se à herança do Dadaísmo ou às vias conceptuais das décadas de 1960 e 1970, recorrendo a uma grande diversidade de soluções técnicas e formais, fazendo da inconstância uma regra, da ausência de estilo um estilo, enfatizando a importância do fazer e a sua inextricável ligação ao conceito. "A artesanalidade é […] uma revelação da irreverente domesticidade que na sua obra encontramos, assim como do modo como […] daí parte para um tão labiríntico quanto lúdico jogo de identidades". Nessa longa interrogação da identidade e da autoria, Ana Jotta poderá jogar com o seu próprio nome (ou apenas com as suas iniciais), interpelar o espectador, ficcionar a condição da autora. Outro aspeto deste jogo de identidades "revela-se na prática sistemática da cópia e da apropriação […] . Referências da história de arte misturam-se com referências da cultura popular do século XX numa permanente reciclagem de imagens que pontua toda a sua obra".
Ana Jotta utiliza livremente o desenho, a pintura, a assemblage, a escultura, o bordado, a palavra escrita ou os objetos do quotidiano, "num exercício diarístico em que contrapõe a intimidade do dia-a-dia à assunção das suas realizações enquanto obra de arte. A irrisão de uma atitude quase Dadaista com que materializa os seus projetos suscita o humor ou a crítica distanciada dos universos da arte e das suas mitologias. A construção de um discurso feminino sobre a arte é simultaneamente praticada e criticada, num exercício de distanciação das retóricas do feminino no mundo da arte".
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